A edição de julho do EAI Jogos, realizada no sábado (25) no Ibrawork, em São Paulo, reuniu estúdios, estudantes, profissionais da área e público interessado para uma tarde de exposições, palestras e networking dedicada ao desenvolvimento de jogos independentes.
A programação abriu com uma palestra exclusiva sobre o Pimbolas, da Nano Knight Studio, um game que reinventa o pebolim tradicional. Em seguida, o sound designer Daniel Bandeira apresentou "Game Audio em Evolução: da ideia à implementação", mostrando como o áudio constrói a identidade sonora dos games.
A exposição reuniu títulos em diferentes estágios de desenvolvimento, entre eles Zankokuryu Getsudoom, Ultimate Jello Party, Purrfect Kitten, Desiderium, Forge Brothers, Chainsaw, Run Giraffe Run, Specullum, Conspirators, Orbiting e Carnastra. O público pôde testar os jogos e conversar diretamente com os devs.
O Pimbolas ganhou destaque especial, com um campeonato que premiou os melhores jogadores do título lançado oficialmente este mês na Steam.

O encontro também recebeu a Artist Alley, espaço dedicado a artistas locais, com participação de Lobo Guará Ateliê, Macs/Mcwaacks e Raphael Queiroz. Fãs de board games tiveram um espaço dedicado para eles, onde foi possível jogar.
Encontro oferece oportunidade de aprendizado e gera networking
O palestrante Felipe Godoy é cofundador e programador do Nano Knight Studio. Para ele, eventos como o EAI Jogos são muito importantes para a comunidade indie gamer.
“O EAI Jogos junta a galera que já está interessada. A gente vê bastante desenvolvedor indie, um conhecendo o game do outro, e os jogadores vêm muito aqui também. Então, essa conexão toda é muito legal", ressalta.
Ao falar sobre o campeonato do Pimbolas, disse que o estúdio está trabalhando em atualizações e fazendo melhorias. “Há parcerias novas de personagens novos para o jogo e tem bastante coisa por vir ainda", disse. Lembrou que, além do site oficial pimbolas.com.br, quem quiser conhecer o jogo pode buscar na página da Steam.
O sound designer Daniel Bandeira atua no meio gamer desde 2011. Quem começou, era designer gráfico, depois migrou para o áudio. Por isso, sua palestra foi bem abrangente, passando por todo o processo de construção do game, desde a ideia inicial e fundamentos de filosofia do áudio até a construção de técnica de pré-produção, algumas técnicas utilizadas no desenvolvimento de sound design, até o desenvolvimento da pós-produção com implementação e apresentação de softwares usados no campo do sound design.
Para Daniel, a proposta de recorrência do EAI Jogos tem uma grande importância.
"Quando a gente chega junto num evento como esse, começa a entender o olhar do outro e como o outro é importante, tanto no nosso processo criativo, quanto no processo criativo do jogo. É a partir dessa conexão que a gente desenvolve, conseguimos chegar a um fim comum, que é a criação de jogos diversos para nossa indústria."
Representando a Cayana Games, o dev Bruno Stephan participou pela primeira vez do EAI Jogos. Ele expôs o Carnastra, um card game roguelike, com temática de Carnaval.
"Já expus projetos em vários outros eventos. Gosto da recorrência do EAI porque isso permite você mostrar seu projeto várias vezes durante o desenvolvimento, pois há uma rotatividade bastante grande de público. Além disso, tem palestras interessantes, que nos dão oportunidades de entrar em contato com desenvolvedores que estão fazendo crescer a indústria de games no Brasil. Na minha opinião, ela é incipiente ainda, mas está se mostrando ano após ano uma potência muito forte".

A importância de fazer encontros mensais também foi destacada por Pedro Oliveira, um dos produtores do EAI Jogos.
“A ideia é reunir os desenvolvedores todo mês e oferecer palestras, compartilhar conhecimento, fazer networking com a galera da cena e da comunidade da indústria de games aqui de São Paulo, principalmente. Mas volta e meia tem alguém de alguma outra cidade, de algum outro estado."
Ele acredita que a estrutura física e o apoio do Ibrawork fazem com que “os eventos do EAI Jogos ajudem a indústria a crescer cada vez mais”.




