O encontro internacional "Brasil e Macau: Oportunidades, Desafios e Tendências da Advocacia diante da Era da IA Generativa" foi realizado na terça-feira (17), no Centro de Pesquisa Ibrawork, em São Paulo.
As palestras foram feitas pelo Dr. Thomas Law, presidente do Ibrachina e do IBCJ; pelo professor Cláudio Finkelstein, professor titular da PUC-SP, e pelo professor João Grandino Rodas, presidente do CEDES e ex-reitor da USP.
O painel com especialistas de Macau reuniu Joaquim Vong, presidente da MLEPA, Brian Cheang, vice-presidente executivo da MLEPA, e Stephen Hu, especialista em investimentos bilaterais. Eles integram a Associação de Intercâmbio e Promoção Jurídica de Macau - MLEPA.
O evento reuniu acadêmicos e profissionais do Direito para debater oportunidades, desafios e tendências da advocacia na era da IA generativa, com foco no intercâmbio de experiências sobre inovação, transformação digital e cooperação institucional entre Brasil e China.
"Quando estivemos em Macau, demos início a esse intercâmbio acadêmico e profissional. Hoje pudemos ouvir sobre as novas transformações sociais, o uso de novas tecnologias e como cada operador do Direito tem oportunidades e, ao mesmo tempo, enfrenta desafios", ressaltou Thomas. 
Brian Cheang falou sobre a legislação de proteção de dados pessoais na era da Inteligência Artificial Generativa. Também destacou a atuação da MLEPA e a importância da aproximação com o Brasil. “Por termos muitos advogados em Macau que falam português, somos vistos como uma plataforma de interação entre a China e países de língua portuguesa, como o Brasil. Cada vez mais os juristas chineses percebem a necessidade de uma interação maior”.
Na sequência, Joaquim Vong tratou da aplicação da Inteligência Artificial no Direito na China Continental e em Macau. “Devemos unir forças para edificar a plataforma de IA para o comércio jurídico entre China e Brasil, tendo Macau como eixo central. Assim, poderemos promover a cooperação econômica e comercial bilateral, aprofundando as relações de amizade”, sublinhou.
Por sua vez, Stephen Hu fez uma apresentação sobre as oportunidades e desafios da IA Generativa para os profissionais do Direito. Ele propôs uma reflexão sobre os limites de seu uso no exercício jurídico. “Devemos verificar quais são as melhores plataformas para serem usadas em cada tarefa, revisando os dados e trazendo um ponto de equilíbrio entre o trabalho automatizado e a verificação humana.”
Em seguida, João Grandino Rodas falou sobre o uso da Inteligência Artificial no Direito Brasileiro. “A legislação ainda está sendo criada no Brasil sobre o tema das IAs. Portanto, é importante acompanhar as resoluções e as jurisprudências que estão surgindo”, ressaltou.
“Sabemos que há um mau-uso da Inteligência Artificial, portanto existe a necessidade de uma discussão sobre a ética no uso desses recursos”, pontuou Cláudio Finkelstein. Ele resgatou ainda aspectos históricos do uso da tecnologia no Direito.
Lançamento da NIDIA
Na ocasião, foi lançado o Núcleo Ibrawork de Direito, Inovação e IA (NIDIA), vinculado ao Ibrawork e ao Thomas Law Advogados.
Lucas Simões, que dirige a startup jurídica (lawtech) enfatizou o trabalho desenvolvido para um app. “Nossa ferramenta oferecerá agentes de IA que foram construídos para revisão de contratos e peças jurídicas em diferentes áreas do Direito.”
O NIDIA é um ecossistema multidimensional, conectando Direito, inovação e inteligência artificial. Será hub de conexões, escola de negócios jurídicos, laboratório de inovação, bem como espaço de reflexão sobre ética e governança tecnológica. Irá oferecer formação prática em inovação, gestão e IA aplicada ao Direito, além de promover debates sobre os impactos e o uso responsável das novas tecnologias.
Como parte do evento, ocorreu a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) com a Associação de Intercâmbio e Promoção Jurídica de Macau - MLEPA.
O evento foi uma realização de IBCJ, Ibrawork, Ibrachina, CEDES, Thomas Law Advogados e Associação de Intercâmbio e Promoção Jurídica de Macau (MLEPA).
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