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O que tem de smart nos movimentos para Smart Cities?

Entre os dias 24 e 25 de março, Curitiba recebeu mais de 10.000 pessoas no SmartCity Expo, um evento voltado ao tema, que produziu discussões inteligentíssimas, principalmente porque essa vertical da sociedade se porta levando muito a sério um tema que é transversal: a diversidade. De mentes, de gênero e de opiniões.
Para além das inúmeras inovações tecnológicas que foram apresentadas no evento, uma questão se sobrepôs, quando parei para escrever este texto: quero entender quais são os smart points das cidades inteligentes.

Porque ao falar de cidades inteligentes é preciso entender que são diferentes camadas que as produzem. A camada tecnológica deveria ser a mais fácil de criarmos e implementarmos.

No evento que citei acima pudemos entender como a prefeitura de Foz do Iguaçu construiu uma parceria com o PTI – Parque Tecnológico de Itaipu e, através dessa relação, avançou a ponto de ter um bairro inteligente. A chamada Vila A é um celeiro de alternativas para o desenvolvimento de cidades sustentáveis.
Também tivemos a oportunidade de participar da Frente Parlamentar para Smart Cities, do Congresso Nacional.
Talvez o smart seja então termos políticas públicas que apoiem as iniciativas?

Mas também é possível entender que smart cities se conectam com as ODS da ONU, que existem com o objetivo de promover uma vida mais segura para todos, incluindo aqueles em situação de vulnerabilidade, que normalmente ocupam espaços e os tornam menos produtivos.
Então a aplicação das ODS, principalmente as que falam sobre redução da desigualdade, ODS 10, em conjunto com ODS 11, que suporta cidades e comunidades sustentáveis seriam smart points?

Quem sabe a base das smarts cities sejam as intervenções urbanas que transformam o uso dos espaços, enquanto promovem sua ocupação produtiva, como vemos no @22, Distrito em Barcelona, que é modelo de sucesso?

A conclusão mais certa é que cidades inteligentes são os resultados de ações que, somente quando ocorrem de forma organizada, são capazes de transformar territórios urbanos. E talvez seja por isso que elas ainda sejam poucas.

Mas também é fato que, ao olharmos as cidades que estão evoluindo no tema, duas características se destacam: a tríplice hélice é chamada à responsabilidade. Academia, poder público e setor produtivo participam e são corresponsáveis pela construção.
O segundo ponto de destaque é que todas tiveram um vetor de propagação. Um stakeholder do ecossistema que assumiu para si a responsabilidade de ser a conexão entre os diferentes setores. Que se posiciona de forma política, mas apartidária; que tem os meios para apoiar negócios e ações que sejam aquele primeiro combustível, capaz de iniciar a uma reação maior e em cadeia.
É nesse smart point que nos reconhecemos e trabalhamos. E num cenário próximo, vemos as oportunidades que podem ser geradas a partir desse esforço.

Tudo isso para concluirmos que smart cities são as cidades em que a conexão entre smart points é uma constante, e que são necessárias pessoas genuinamente interessadas na mudança. Vamos juntos ser esses vetores de transformação?

Pra conferir as fotos do evento, clique aqui!

Por Tânia Gomes Luz – Head de Inovação no Ibrawork.


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