Uma ovelha de pelúcia vestida com trajes coloridos no estilo de Xinjiang tornou-se um dos produtos mais populares da China nos últimos meses, conquistando usuários das redes sociais em todo o país com seu visual distintivo e charme artesanal.
Com chapéus de plumas, ornamentos brilhantes, lã encaracolada e roupas bordadas feitas de seda tradicional Atlas, a “Ovelha de Xinjiang” virou sensação nas plataformas digitais. Alguns usuários chegaram a chamá-la, em tom de brincadeira, de “novo Labubu”, devido ao número limitado de alguns modelos.
Outro motivo para sua popularidade é que 2027 será o “Ano do Cordeiro de Fogo” no calendário chinês, e para muitos, a pelúcia já é um “mascote não oficial” do próximo ciclo.
Com vários elementos da cultura da Rota da Seda, a popularidade da ovelhinha espalhou-se rapidamente pelas redes sociais chinesas, onde usuários de diferentes regiões perguntam onde podem adquirir um exemplar. O fenômeno transformou o Jinquan Mall, em Urumqi, capital da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, em destino obrigatório para turistas atrás do bonequinho, que não tem fabricação em massa ainda.
“A rede RedNote ficou me recomendando a ovelha por dias. Assim que cheguei em Urumqi, corri para comprar”, escreveu a usuária chamada “Coffee Cat”, ao compartilhar fotos de dois bonecos personalizados. Outra usuária relatou longas filas no shopping.
Chen Qian, responsável por uma empresa de artesanato em Hangzhou que fornece os chapéus decorativos usados nos bonecos, afirmou que a produção diária é de 13 mil peças.
Personalização e valor emocional
Diferente de souvenirs produzidos em larga escala, cada “Ovelha de Xinjiang” é customizada por meio de um processo que envolve cliente e lojista. Os compradores escolhem primeiro um chapéu de estilo étnico tradicional, com opções nos estilos kazakh e uigur, e depois selecionam pedras decorativas e outros acessórios, decidindo cores e combinações, com sugestões dos vendedores para capturar o espírito da cultura local. Alguns trazem fotos como referência; outros criam designs totalmente originais, resultando em peças únicas.
Para muitos compradores, o apelo vai além da estética. “Segurar uma delas na mão é como carregar um pedaço do calor e do romantismo da cidade antiga”, disse um cliente.
O sucesso da “Ovelha de Xinjiang” reflete uma transformação mais ampla nas indústrias culturais e criativas da China, com consumidores mais jovens buscando souvenirs que ofereçam interação, personalização e valor emocional.




